História

Ao traduzir a obra de CULLEN o médico Samuel Hahnemann resolveu experimentar em si mesmo os efeitos da substância China (Chinchona officinalis). Nesta experimentação observou que a China provocava em uma pessoa sadia sintomas semelhantes aos da febre intermitente ou “febre palustre”. A China, originária da América Latina, era então preconizada na Europa como curativo da debilidade do organismo. A partir desta constatação Hahnemann começou a experimentar e catalogar os sintomas causados por várias substâncias para usá-los quando estes mesmos sintomas estivessem presentes em indivíduos doentes.


Em 1796 Samuel Hahnemann publica o ensaio sobre “Um novo princípio de aplicar as virtudes curativas das drogas”; esta publicação marca a data de nascimento da Homeopatia. Nesta obra ele divulga o princípio terapêutico da Homeopatia “similia similibus curentur” (o semelhante se cura pelo semelhante). Este principio é por Hahnemann aplicado segundo algumas diretrizes experimentais dentre as quais a dose mínima é o grande inovador.


Em 1809 é publicado o Organon, obra que sistematiza os princípios filosóficos da concepção de saúde e doença; de como fazer a observação médica; da maneira de registrar o que se observa; da evolução clinica; do prognóstico e da experimentação de novos medicamentos. A cada uma das seis edições que o ORGANON teve novos conhecimentos adquiridos da pratica vão sendo agregados.


A MATERIA MEDICA (conhecimento médico, em latim), que apresenta os sintomas desencadeados por cada medicamento na experimentação pura, ou seja, em indivíduos sadios, dá a conhecer o que cada substância é capaz de curar quando aplicada em um individuo enfermo. Esta obra é a compilação do poder curativo dos remédios.

O TRATADO DAS ENFERMIDADES CRÔNICAS é obra em que o autor expressa a compreensão vitalista da Homeopatia no processo de saúde/doença; nela Hahnemann concebe a idéia da gênese endógena da enfermidade completando a sistematização teórica inicial da Homeopatia.


A Homeopatia se espalha para o mundo com a ida de Hahnemann da Alemanha para a França (Paris) em 1835. Durante o século XIX até princípios do século XX foi nos EUA que a Homeopatia se consolidou como prática médica. Eminentes médicos como James Tyler Kent, Constantine Hering, Allen, entre outros contribuíram para a expansão e consolidação da Homeopatia nesta fase.

As mudanças ocorridas no pensamento médico e científico nas primeiras décadas do século XX iniciaram uma fase de declínio da Homeopatia uma vez que a maneira desta de compreender e tratar da saúde diferia substancialmente das idéias predominantes da ciência da época e da medicina de então.

A Homeopatia volta a ganhar campo como prática médica na década de 1970 devido ao interesse demonstrado por jovens médicos que contribuíram para a revitalização de sua pratica atendendo aos que se encontravam insatisfeitos com os resultados obtidos com os tratamentos convencionais.

Em vários países da Europa como França, Inglaterra e Alemanha a Homeopatia é bastante difundida e praticada. Na Índia é extensa a utilização da Homeopatia com milhares de prescritores práticos, hospitais e escolas próprias.

História da Homeopatia no Brasil

No Brasil foi introduzida pelo médico francês Jules Benoit Mure em 1843, que teve vários seguidores, os quais continuaram sua obra, levando a Homeopatia aos diversos estados brasileiros, como João Vicente Martins, Domingos Duque Estrada, Emygidio Galhardo, Bezerra de Menezes e Nilo Cairo. Até a década de 1930 esteve ombro a ombro com a pratica médica convencional, perdendo campo para esta á medida em que se intensificou a pesquisa cientifica potencializada pelo uso da tecnologia em Medicina.

A partir da década de 1970 a Homeopatia alcançou o status de especialidade médica sendo oficialmente reconhecida como tal em 1990.